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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Sete saias

Ontem estive na terra conhecida, não só mas também, por as mulheres usarem sete saias.

Da história, do porquê, do qual a origem desta tradição/hábito, não consegui obter qualquer resposta que me satisfizesse.

Para desgosto meu, chego a casa... procuro na net... e nada! Nem o site da camara municipal da Nazaré consegue descrever de onde vem a tradição! ou lenda!

 

Enfim... somos um país, em que a história, as tradições não interessam!!! O que interessa é se sou Engenheiro, licenciado, pelo menos... porque se não for! Sei lá... talvez nem consiga ser ministro.

 

Enfim... Espero que algum visitante deste blog consiga escrever a história das Sete Saias.

publicado por vigoras às 23:19
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7 comentários:
De António Carlos (AC) a 13 de Abril de 2007 às 15:40
O Traje

A mulher nazarena é sempre identificada como a mulher das sete saias. (tantas quantas os dias da semana, as cores do arco-íris e as virtudes)

Estas saias que a envolvem são sete, talvez por lenda ou talvez por superstição. Sete saias coloridas, segundo a lenda, por serem sete os dias da semana, sete as cores do arco-íris, e pelas lendas, tradições e acções bíblicas relacionadas com o número sete.
Este traje é desde há muito usado pela mulher nazarena. E foi adoptado pelas nazarenas por influências da arte da pesca. Quando os pescadores iam para o mar, as mulheres da Nazaré esperavam-nos sentadas na areia e envoltas das suas saias que ajudavam a proteger do frio e da maresia que se fazia sentir pela madrugada.

O Traje de Festa
O traje nestes dias é o mais rigoroso e o mais rico. É constituído pelas sete saias: saias de baixo brancas, duas ou três de flanela colorida debruadas com bicos de renda ou croché também com o seu colorido. A saia de cima, normalmente de tecido escocês plissada ou de chita azul com barra de veludo negro, é coberta pelo avental de cetim rigorosamente bordado com diversas cores. O casaco é estampado e tem mangas de renda. Para completar usam na cabeça um lenço, mais conhecido por «cachené», capa preta, chinelas de verniz, e muito ouro no pescoço e nas orelhas.

O Traje do dia-a-dia
É um traje simples constituído por apenas duas ou três saias, menos colorido, pouco bordado, cachené e xaile simples.

O Traje masculino
O homem pescador da Nazaré veste uma camisa aos quadrados, calça lisa e um barrete preto na cabeça. De acordo com a tradição são geralmente as pessoas mais velhas que ainda seguem este hábito de vestir.


O Traje da viúva
Hoje em dia só é usado pelas nazarenas mais idosas. É um traje muito simples, constituído por apenas saias de baixo brancas, a de cima negra, e com um avental muito simples sem bordados. O cachené, a capa, o casaco e as chinelas são negros.
De salientar que este traje das mulheres típicas nazarenas não é sempre o mesmo. Todos os anos é renovado de acordo com as tendências ou variações da moda.


Mesmo que não satisfaça fica a info para quem quiser ler....
De António Carlos (AC) a 13 de Abril de 2007 às 15:45
As sete saias
De origem relativamente recente, a Nazaré “nasceu” do recuo do mar e do assoreamento progressivo da praia durante o século XVII, começando a ser conhecida e frequentada como praia de banhos apenas em meados do século XIX. A população nazarena tem as suas raízes muito ligadas a outros marítimos como os Ílhavos e outros povos da Ria de Aveiro, que trouxeram com eles para a Nazaré não só novas artes de pesca, mas também o modo de vestir e até de falar. Ao longo dos anos essas novas maneiras foram aqui evoluindo, transformando-se e adaptando-se às necessidades da vida.
As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete. A sua origem não é de simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso de sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto todos parecem estar de acordo: as várias saias (sete ou não) da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar. As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre “compostas”. A introdução do uso das sete saias foi feito, segundo uns, pelo Rancho Folclórico Tá-mar nos anos 30/40, segundo outros pelo comércio local no anos 50/60 e ainda de acordo com outras opiniões as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque “ o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava”). O uso de várias saias pelas mulheres da Nazaré também está ligada a razões estéticas e de beleza e harmonia das linhas femininas – cintura fina e ancas arredondadas, (esta poderá ser também uma reminiscência do traje feminino de setecentos que as damas da corte usavam - anquinhas e mangas de renda - e que pavoneavam aquando das visitas ao Santuário da Senhora da Nazaré), podendo as mulheres usarem 7, 8, 9 ou mais saias de acordo com a sua própria silhueta. Certo é que a mulher foi adoptando o uso das sete saias nos dias de festa e a tradição começou e continua até ao presente. No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias (3 a 5).
De vigoras a 13 de Abril de 2007 às 16:10
Obrigado AC, pelo teu trabalho de pesquisa no estudo das sete saias.

O primeiro comentário é o que está no site da camara municipal, penso eu. No entanto, para a entidade que é, deveria estar mais exuativo.
De Nazarena a 5 de Maio de 2010 às 22:26
A unica coisa que te consigo dizer é que as sete saias representam os 7 dias da semana em que os maridos estavam fora, no alto mar.
De Anónimo a 22 de Novembro de 2011 às 00:05
Lá, nos esquecíveis anos 30 e 40, António Ferro foi o ideólogo do regime que inventou novos padrões para o folclore do povo português, acrescentando 6 (seis!) saias às mulheres da Nazaré, ornamentando as minhotas com ouro, resumindo o fandango ao Ribatejo (ainda por cima só com homens, como se os ribatejanos fossem homossexuais!), pôs cintas com pontas caídas aos beirões, chapéus com borlas para ribeirinhos da Beira Litoral e, pasme-se!... as algarvias pacatas e púdicas, foram desafiadas para uma nova dança, chamada corridinho, onde levantariam a perna mostrando coxas envolvidas em coullotes acabados de importar da cosmopolita Paris. Tudo novo, em nome do folclore antigo, mas para viabilidade do regime e desgraça da cultura tradicional portuguesa.
De Anónimo a 30 de Maio de 2017 às 14:13
O ANTONIO FERRO poderia ser o que quiserem mas as 7 saias, as calcinhas até ao joelho, etc, etc, tem origem antiga... possivelmente as calcinhas vinham mais baratas de França....
De Anónimo a 30 de Maio de 2017 às 14:17
É pena não ser possível colocar aqui gravuras para mostrar os barretes e chapéus com borlas dos pescadores e mulheres Ilhavas durante o Sec XIX ....

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